sábado, 5 de fevereiro de 2022


 

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2022


 

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

A QUEM INTERESSAR POSSA....



Foi poucas as publicações no ano passado, mas foi um ano intenso e preocupante. Muitas pessoas queridas, próximas, distantes e até mesmo desconhecidas nos deixaram, ficamos em frangalhos. 
Comecei o ano testando positivo para covid, mais uma vez minha capacidade de sobrevivência foi testada e mais uma vez pedi a misericórdia de Nossa Senhora e socorro a deus e por algum motivo fui abençoada. Durante esse período que ainda segue, mesmo estando em casa há poucas horas, as dores, cansaço e dificuldades para respirar, foi como se alguém segurasse firme em meus braços e chacoalhasse de uma lado a outro clamando para  atentasse as coisas à minha volta. 
Antes mesmo de ser socorrida, algumas coisas aconteciam, no entanto, nunca dei as devidas importâncias. Baixei a cabeça, engoli minhas dores e sofrimentos, chorei em silêncio, ignorei a mim para o bem de qualquer um, fui injustiçada(não é nenhuma novidade) sem mesmo saber o que havia feito, fui punida e condenada(não posso garantir que sou inocente, mas também nem sei se sou culpada). No entanto, comecei a rever fatos de uma vida inteira assim que recobrei os sentidos na solidão assustadora e fria de um leito de hospital. 
Minhas conclusões:
1) Quantos erros cometi? 
Não sei, mas foram muitos.
2) Quantos acertos durante essa trajetória?
Não sei, mais foram muitos.
Muitas vezes na tentativa de fazer coisas certas, todos arriscamos errar, é uma probabilidade. Foi assim comigo, tentei, mas falhei inúmeras vezes. Criei inimizades no decorrer desse caminho, fui mal interpretada, e confesso que algumas vezes o sabor da vingança parecia saboroso, eu estava errada. Quantas e quantas vezes, implorei para ter conhecimento do que e o porque estava sendo punida, mas essa oportunidade nunca me foi dada. Simplesmente supunham que eu havia feito e falado, me julgavam e a sentença  era cobrada.  Será que sempre fui culpada?
Será que eu não tinha o direito de me defender?
Dizem que nessa vida aqui se faz aqui se paga, verdade?
Talvez para alguns sim, para outros…
Dos poucos que me acolheram mesmo a distância (celular), serei eternamente grata, fizeram por realmente gostam de mim, da minha presença, não por obrigação.
Nesse momento, meu desabafo é para ver se ameniza a dor que sinto, não a física e sim a emocional (garanto ser muito pior e não há remédio para isso).
Pensei haver algo mais em algum lugar, pensei existir paz, pensei e acreditei existir amor e compreensão, infelizmente me enganei mais uma vez.
Minha última noite no leito do hospital foi de sono profundo, devido à medicação, mas o dia vem sendo longo e em minha cabeça só tem uma pergunta. Parar ou continuar?
Será que não tenho o direito de tomar minhas próprias decisões, tomar as rédias da minha vida, sou tão insignificante que tudo tem que ser decidido por mim.
Será que tenho o direito de ser feliz?
Não queria que minha única tarefa nessa vida fosse ser uma fonte de renda para as pessoas, a minha volta e quando estou impossibilitada ser descartada como um trapo sem serventia. 
Esse texto não deve ser visto como uma cobrança ou lamentação da minha parte referente as pessoas que passaram em minha vida, mas sim uma reflexão para mim e para aqueles que tiveram ou não o prazer de conviver comigo. 
Antes de falar, julgar, criticar e apontar os defeitos, saibam que todos temos virtudes, temos valores e talvez a gente não esteja sabendo olhar corretamente. 
Não sou mais que ninguém, só nunca aceitei ser menos. 
Errei?
Sempre me disseram que eu era forte, mas nunca ninguém olhou atentamente para essa fortaleza que criei e jamais alguém se interessou em saber o porquê ela foi criada.
Sou frágil, tenho medos e traumas que consomem minha vida dia a dia, sou uma menina assustada em um corpo surrado de cinquenta anos, sou alguém que procurou e não encontrou, sou assim, a Márcia tagarela, brincalhona, que gosta de ver as pessoas ao seu redor feliz, detesta causar desconforto  a alguém, não tenho vergonha em dizer “desculpas” ou “eu não sei”(mesmo que eu saiba), sou alguém que muitos acreditavam ser nariz empinado e arrogante, mas acostumei tanto a baixar a cabeça, concordar e ser submissa para o bem de outrem, simplesmente pelo fato de tentar ser aceita, falhei.  No entanto, somente eu sei o quanto meu coração e alma choram, quantas alegrias e dores carrego, quantos dissabores já experimentei e sabe lá quantos ainda experimentarei, só eu sei quantos segredos meus e de outras pessoas tenho guardado em um cantinho do meu cérebro e coração. Ah! Se eu os revelasse, mas não, eles continuarão no setor do esquecimento e espero que um dia se percam na minha memória para sempre e se não for o caso, os levo comigo para onde for.
A Deus e a Nossa Senhora, peço mais um pouquinho de tempo, mesmo não sendo importante para as pessoas, para mim, é primordial que eu termine meu segundo livro, devido à intensidade da minha carga horaria de trabalho, não consegui terminar, mas farei isso todos os momentos que tiver forças, enquanto não sou consumida pelo cansaço e dores.
Talvez quem sabe, ainda me restem alguns suspiros para escrever sobre o meu ser, meu íntimo, sobre mim, talvez assim todos os esplendorosos que dividiram a estrada comigo, poderão me julgar, mas não me condenar. 



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terça-feira, 28 de setembro de 2021

MEU NETO

 





Você demorou muito a nascer, seus pais na maternidade e eu agoniada pedindo aos céus que tudo terminasse bem para você, sua mãe e seu pai.Quando soubemos da sua existência, você crescia a cinco meses, bem quietinho. Foi um susto danado, nos perguntamos e agora? No seu silêncio, nos acalmou, mostrou termos tempo, mas não muito.
Eu que há muito sonhava em ser avó, passei a me questionar, o que devo fazer? Como é ser avó? Fiquei apavorada e passei a rezar diariamente para que Deus me ajudasse a ser uma boa avó, que seus pais tivessem calma e discernimento, e principalmente que você nascesse com muita saúde.
Veio as imagens do ultrassom, uns diziam parecer com a mãe, outros com o pai eu não conseguia distinguir, pois, só via refletido a imagem de um anjo.
Nasceu Caetano, meu neto, tiquinho do meu tiquinho. Quando o segurei em meus braços a primeira vez, compreendi o que é ser avó, você imediatamente me ensinou. É um sentimento que não cabe no peito, um êxtase sem fim, um amor incondicional. Olhei para seu pai e entendi o verdadeiro significado da vida, o amor continuado. A felicidade que outrora senti, vi nos olhos do meu filho, a mesma emoção, a mesma preocupação, a mesma euforia.
Ser avó é olhar para o presente e ter o privilégio de acompanhar mais um pedacinho de mim se multiplicando. É olhar para o futuro impaciente, aguardando o momento que você vai dizer vovó. É segurá-lo nos meus braços e cantar musicas de ninar, contar histórias, brincar com os dedos dançantes e dizer o que poderemos fazer quando você estiver um pouquinho maior, mas não tenha pressa em crescer, por favor, me deixe curtir esses momentos com muita calma.
Ontem você fez um mês, um pequeno gigante que transformou nossas vidas, trazendo felicidade, sonhos e esperança. Sei que irá nos transformar ainda mais, estou preparada. Porque desejei muito ser avó, sonhei com momentos que iria dividir meus dias com meu neto, fazer bolo e deixar ele raspar a tigela, sentar ao lado da cama e ler historinhas para ele dormir, fazer piquenique, ir ao parque e dizer toda orgulhosa, é o meu neto.
Amo-te muito Caetano, para mim, meu eterno tiquinho do meu tiquinho, mesmo que você cresça tanto quanto seu pai.




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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Reflexão

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